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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Despedidas de solteiro

Esta noite talvez tenha bebido muito para lá do que seria normal a um humano (à excepção de um siberiano talvez). Andei por ruas que conheço desde miúdo como se fossem novos trajectos nunca antes vistos, contemplei o céu como se ele não lá estivesse desde sempre e a pensar que das coisas infinitas o homem tem capacidade de muito poucas. Somos afinal tão efémeros, temos um prazo tão curto e mesmo antes de terminarmos vamos já tão podres... acordei com uma dor de cabeça e a reparar que a rua afinal é a que sempre foi, sem estacionamento possível, sem roupa nos estendais ou monovolumes. É uma rua estéril, tem nome de sorrisos mas só proporciona tristezas. E mais uma vez acordei amparado por um tecto seu, não faço ideia quem me trouxe, acho que vim de táxi e não sei do telemóvel. Tenho uma imagem retida na cabeça, o padrinho do noivo a lamber caramelo das mamas da stripper, uma portuguesa a terminar um curso de gestão que ou muito me engano foi para casa com o guloso do grupo. Pode ser que lhe faça um desconto na despedida de solteiro dele que se casa daqui a menos de três meses.
Enfim.