(que nem crianças ansiosas pela novidade de um presente, rasgando papel, desprezando laços, ignorando instruções, verificando que, afinal, já possuíramos algo parecido, reparando que o ideal seria qualquer outra coisa, tão inútil, que o tempo urgia noutras infinitas surpresas também elas embrulhadas e possíveis de serem rasgadas, desprezadas, inutilizadas por entre barulhos de falsa gratidão e prazer exagerado, por entre expressões estudadas e palavras costumeiras, realizando beijos e abraços nos intervalos, ocupando o corpo e entretendo o ego, atendendo aos apelos do agora olvidando os próximos, apagando emoções áureas de presentes passados, de alegrias já vividas: desembrulhámo-nos, brincámos e deitámo-nos fora.)
...e nem podíamos ter sido mais.