A Clara relincha que nem uma égua com o casco partido. Pior é que nem sequer o ritmo do que geme se coordena com os meus movimentos quando a penetro. Alguém lhe disse que era excitante que gritasse muito. Temo que os meus vizinhos pensem a partir de hoje que me dediquei a rituais de exorcização de espíritos ou que faço parte de uma qualquer seita demoníaca em que uma mulher se altera como se lhe arrancassem as vísceras a sangue-frio. A "convidada" por estar desempregada e não ter horários profissionais ainda não se levantou, nestas alturas penalizo-me por ter deixado a aparelhagem em casa dos meus pais, uns quantos decibéis garantiriam um acordar garantido.
(Tenho de começar a perder o amor a uns quantos euros e passar a proporcionar-lhes os encantos das muitas residenciais e pensões espalhadas pela cidade.)